Mostrar mensagens com a etiqueta 1912. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1912. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

António Vilar (1912 - 1995)

 


António Vilar Justiniano dos Santos nasceu em Lisboa a 31 de outubro de 1912 e destacou-se como Ator.

Foi um dos atores mais famosos do seu tempo, trabalhando tanto no país como no estrangeiro (nomeadamente em Espanha, França, Itália, Argentina e Brasil). Nos anos 50, tornou-se a par de Virgílio Teixeira, num dos atores nacionais com maior projeção internacional. Com apenas 18 anos, tornou-se ator amador, até que foi descoberto pelo realizador Leitão de Barros que o convidou para um pequeno papel em A Severa (1931), o primeiro filme sonoro português.

Faleceu a 15 de agosto de 1995 em Madrid

 

Para além de ator. Foi cantor na rádio e jornalista de “O Século”, funcionário da Caixa Geral de Depósitos, fundador da Associação de Correspondentes da Imprensa Estrangeira, responsável pelas AV Produções, responsável pela Nau “Trinidad” - Projecto cinematográfico: “Magalhães”, condecorado como Oficial das Ordens de Sant’Iago e Espada, e Militar de Cristo; Ordem de Isabel a Católica e Medalha de Ouro de Bellas Artes (Espanha); Comenda da Legião de Mérito (Brasil); Melhor do Espectáculo (1962 - Rádio & Televisão).

 


domingo, 15 de dezembro de 2019

António Vilar (1912 - 1995)


António Vilar Justiniano dos Santos  (1912 – 1995)
O homem que emprestou o rosto a algumas das personagens mais emblemáticas do panteão literário e cultural português – do impiedoso D. Pedro ao mundano Camões – nasceu a 13 de Outubro de 1912, na cidade de Lisboa, e, antes de se consagrar do lado de lá das câmaras, foi cantor de rádio, repórter d’ O Século, empregado bancário e assistente de realização.
Não obstante pequenas participações no cinema, a sua iniciação, propriamente dita, tem lugar no filme Feitiço do Império, numa actuação que não passou despercebida. Dois anos mais tarde, António Vilar interpreta o seu primeiro papel de galã, dando vida a Carlos Bonito, no incontornável O Pátio das Cantigas.
De sucesso em sucesso, Vilar consolida a sua carreira, ante a apreciação cada vez mais acalorada dos críticos. Os papéis de Pedro, o Cru, em Inês de Castro, e de Camões, no filme homónimo de Leitão de Barros estreado em 1946, abriram-lhe as portas para o mundo.
Nos anos subsequentes, António Vilar trabalha na Argentina, em Itália, no Brasil, nos Estados Unidos da América, em França e em Espanha, país onde se instala, no final da década de 40, e onde protagoniza cerca de 40 filmes.
Agraciado por inúmeras, o actor dedica os últimos anos ao sonho de produzir um filme sobre Fernão de Magalhães, aí investindo a sua fortuna pessoal. Gorado o sonho de trazer ao grande ecrã os feitos do navegador, resta a réplica de uma nau, doada, após a sua morte, ao espólio da Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses.