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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sebastião e Silva (1914 - 1972)

Selo colocado em circulação pelos CTT Correios de Portugal a 23/04/2014
José Sebastião e Silva
Nasceu em Mértola a 12 de dezembro de 1914, iniciou a sua actividade de investigador no Centro de Estudos Matemáticos de Lisboa do Instituto de Alta Cultura. Entre 1940 e 1942 foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura em Portugal. Nesta fase publicou os seus primeiros trabalhos de investigação, na Portugaliæ Mathematica. Em Fevereiro de 1942, finalmente, foi contratado como 2º assistente da Faculdade de Ciências de Lisboa e, no ano seguinte, obteve uma bolsa do Instituto de Alta Cultura junto do Istituto N. di Alta Matematica que lhe permitiu ir trabalhar em Roma. Regressou a Portugal em Dezembro de 1946, e no mês de Abril seguinte foi novamente contratado como 2.º Assistente da Faculdade de Ciências de Lisboa. Em 1949 doutorou-se em Ciências Matemáticas na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, com a classificação de 18 valores, Muito Bom com Distinção por unanimidade. Para essa prova apresentou a tese intitulada «As funções analíticas e a análise funcional».
Em 1960 foi nomeado, por convite, professor catedrático  do Instituto  Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa. Até Julho de 1970, exerceu aí o ensino da Análise Superior, salvo durante dois anos, em que uma comissão de serviço junto do Ministério da Educação Nacional o libertou de qualquer encargo docente, para plena consagração ao planeamento e elaboração de textos didáticos para o 6º e o 7º ano dos Liceus, no âmbito de um projecto da OCDE com vista à atualização, à escala europeia, do ensino secundário da disciplina de Matemática. Escreveu então o Compêndio de Álgebra (em co-autoria com Silva Paulo), para o 3º ciclo, bem como a Geometria Analítica, para o último ano do ensino secundário.
Faleceu a 25 de Maio de 1972 em Lisboa, devido a cancro na próstata.



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

António Dacosta (1914 - 1990)

Selo colocado em circulação a 24/03/2014
António Dacosta
Nasceu em Angra do Heroísmo a 3 de Novembro de 1914 e destacou-se como poeta, pintor e crítico de arte.
A sua obra pictórica é constituída por duas fases distintas. Entre 1939 e 1948 trabalha essencialmente dentro de um idioma surrealista, afirmando-se como uma figura de referência do movimento em Portugal. Essa fase encerra-se com pinturas realizadas em Paris – onde fixa residência a partir de 1947 –, em que se aproxima da abstracção. Segue-se um hiato de trinta anos em que interrompe quase por completo a prática artística, dedicando-se à crítica de arte.
Retoma a pintura de forma consistente apenas no final da década de 1970. A partir daí e até à data da sua morte irá realizar um conjunto de obras diversas, identicamente notáveis, "cujo intimismo e a poesia são ímpares na pintura portuguesa contemporânea"1 . A sua presença duplamente prestigiada, pelo passado e pela nova visibilidade que adquire na década de 1980, seria marcante na sensibilidade pictural desses anos em Portugal.
Faleceu em Paris a 02 de dezembro de 1990.

sábado, 9 de agosto de 2014

Maria Keil (centenário do nascimento)


Maria Pires da Silva Keil do Amaral
Nasceu em Silves a 09 de Agosto de 1914, fez parte da 2.ª geração de pintores modernistas portugueses e foi uma referência indiscutível da criação plástica portuguesa. Foi pintora, desenhadora, ilustradora, decoradora, designer gráfica e de mobiliário, ceramista, cenógrafa, figurinista, escritora, autora de tapeçarias e de composições azulejares.
Na azulejaria, o seu génio criador embelezou espaços públicos em Portugal e no estrangeiro, tais como, Metropolitano de Lisboa, TAP em Paris e Nova Iorque, painéis da avenida Infante Santo em Lisboa, Aeroporto de Luanda e Casino de Vilamoura.
Da sua obra destacam-se ainda a ilustração e autoria de livros para a infância, e as tapeçarias que criou para o Hotel Estoril Sol e Casino Estoril, TAP em Nova Iorque, Copenhaga e Madrid.
Maria Keil falece em Lisboa no dia 10 de junho de 2012 com 97 anos.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Joaquim Namorado

Selo colocado em circulação a 24/03/2014
Joaquim Namorado
Natural de Alter do Chão, nasceu a 30 de junho de 1914. Licenciado em Ciências Matemáticas, foi também professor universitário.
Foi poeta e ensaísta, foi um iniciador e teórico do movimento neorealista. Destacou-se ainda pela sua acção doutrinária e cultural. Estreou-se nas letras com Aviso à Navegação
Militante do Partido Comunista Português, defendia a divulgação da cultura enquanto instrumento de consciencialização do povo.
Na revista Vértice, que dirigiu, publicou pensamentos de Karl Marx sob o pseudónimo de Carlos Marques, episódio que lhe valeu uma visita da PIDE.
Incomodidade, A Poesia Necessária e Uma Poética da  Cultura são  obras suas. Faleceu em Coimbra a 29 de Dezembro de 1986.


domingo, 27 de abril de 2014

João Hogan (Centenário do nascimento)

Selo colocado em circulação a 23/04/2014 pelos CTT Correios de Portugal
João Manuel Navarro Hogan
Nasceu em Lisboa a 4 de Fevereiro de 1914 e destacou-se como gravador e pintor.
Entre 1930 e 1939 trabalha numa oficina de marcenaria; entretanto inscreve-se na Escola superior de Belas Artes de Lisboa, que abandona ao fim de apenas um ano letivo, para continuar, em 1937, os estudos com Frederico Ayres e Mário Augusto na Sociedade Nacional de Belas Artes. Apresentará a sua obra publicamente pela primeira vez em 1942, na Exposição de Arte Moderna do Secretariado de Propaganda Nacional, Lisboa.
Hogan é uma figura muito particular no panorama artístico português. "Indiferente, quase hostil às correntes estéticas internacionais que, nas suas versões portuguesas chega a desconsiderar como fenómenos de moda", o artista centra-se em imagens que podem encontrar paralelo no caráter intemporal e quase metafísico das naturezas mortas de Morandi. "Hogan repete-nos o milagre daqueles pintores que, na obsessão das pequenas verdades da realidade quotidiana […] acabam por mostrar o desconhecido para além do aparente, o intemporal sob o presente".
Falece a 16 de junho de 1988 em Lisboa com 74 anos.