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domingo, 17 de abril de 2022

Herminia Silva (1907 - 1993)

 

Hermínia Silva Leite Guerreiro nasceu em Lisboa a 23 de outubro de 1907 e distinguiu-se como fadista e atriz.

Em 1929, Hermínia Silva estreou-se numa revista do Parque Mayer. Era a primeira vez que o Fado vendia bilhetes na Revista. Alguns jornais da época, referiam-se a ela, como a grande vedeta nacional, chegando a afirmar-se, que a fadista tinha "uma multidão de admiradores fanáticos". A sua melismática criativa, a inclusão no Fado, de letras menos tristes, por vezes com um forte cunho de crítica social, e o seu empenho em trazer para o Fado e para a guitarra portuguesa, fados não tradicionais, compostos por maestros como Jaime Mendes, compositores como Raul Ferrão, criando assim o chamado "fado musicado". Nove anos depois de se ter estreado na Revista, Hermínia integra o elenco do filme de Chianca de GarciaAldeia da Roupa Branca (1938), num papel que lhe permitiu cantar no filme. Depois de várias presenças no estrangeiro, com especial incidência no Brasil e em Espanha, Hermínia aposta numa carreira mais concentrada em Portugal.

São vários os Prémios e Condecorações, entre outras a medalha de ouro da Cidade de Lisboa, Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique e a Grã-Cruz  da Ordem do Infante D. Henrique.

Hermínia Silva faleceu a 13 de julho de 1993 em Lisboa.

 


domingo, 3 de outubro de 2021

Amália Rodrigues (1920 - 1999)

 

Amália da Piedade Rebordão Rodrigues foi uma cantora, atriz e fadista portuguesa, geralmente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. Está sepultada no Panteão Nacional, entre outras ilustres figuras portuguesas.

 


domingo, 25 de agosto de 2019

Argentina Santos (1924 - ...)



Maria Argentina Pinto dos Santos nasceu a 6 de fevereiro de 1924, em Lisboa. Originária do tradicional bairro da Mouraria, destacou-se pela sua interpretação do fado menor
Em 1950, comprou A Parreirinha de Alfama, que permanece ainda como uma das mais típicas casas de fado de Lisboa e também uma das mais concorridas.
Em 2004, foi-lhe prestada uma festa de homenagem no Coliseu dos Recreios. É patrona da Academia do Fado de Racanati, na Itália. Entre as salas mais distintas onde cantou, encontram-se o Queen Elizabeth Hall, em Londres, a La Cité de la Musique, em Paris, o Grande Auditório do CCB, o Coliseu dos Recreios, em Lisboa e a Catedral de Marselha. Também em 2004 participou na compilação de homenagem a Amália Rodrigues, com o tema Lágrima. Participou noutros projetos ligados ao fado, como o espetáculo Cabelo Branco é Saudade, de Ricardo Pais. Em 2007, o realizador espanhol Carlos Saura imortalizou o fado Vida vivida na voz de Argentina, que o cantou no filme Fados.
Em 2005, foi galardoada com o "Prémio Carreira", pela Fundação Amália Rodrigues. A 27 de novembro de 2013, foi feita Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.


domingo, 14 de julho de 2019

Maria da Fé (1942 - ...)


Maria da Conceição da Costa Marques nasceu no Porto a 25 de maio de 1942 e destacou-se como fadista.
Intérprete de temas emblemáticos como "Cantarei até que a voz me doa", de autoria de José Luís Gordo e de José Fontes Rocha; ou "Valeu a Pena", composto pelo prof. Moniz Pereira, Maria da Fé é uma figura incontornável do universo do fado desde a década de 1960.
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domingo, 27 de janeiro de 2019

Amália Rodrigues (1920 - 1999)


Amália da Piedade Rebordão Rodrigues, nasceu em Lisboa a 1 de outubro de 1920 e destacou-se como cantora de fado.
Amália Rodrigues é geralmente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX. 
Tornou-se conhecida mundialmente como a Rainha do Fado e, por consequência, devido ao simbolismo que este género musical tem na cultura portuguesa, foi considerada por muitos como uma das suas melhores embaixadoras no mundo.
Ordens honoríficas portuguesas:
  • A 16 de Julho de 1958 é feita Dama da Ordem Militar de Sant'lago da Espada. A distinção é entregue por Marcelo Caetano na Feira Interncional de Bruxelas;
  • A 16 de Fevereiro de 1971 é elevada a Oficial da Ordem Militar de Sant'lago da Espada;
  • A 9 de Abril de 1981 é feita Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique;
  • A 4 de Janeiro de 1990 é elevada a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'lago da Espada, entregue por Mário Soares no Coliseu dos Recreios;
  • A 27 de Julho de 1998 é elevada a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
Ordens estrangeiras:
  • Em 1970 é feita Dama (Chevalier) da Ordre des Arts et des Lettres, de França;
  • Em 1971 recebeu a Ordem Nacional dos Cedros do Líbano;
  • Em 1985 é elevada ao grau de Comendadora (Commandeur) da Ordre des Arts et des Lettres, de França entregue por Jack Lang, Ministro da Cultura
  • Em 1990 recebeu o grau de Grã-Cruz da Ordem de Isabel a Católica;
  • Em 1991 recebeu o grau de Dama (Chevalier) da Légion d'honneur de França, entregue pelo presidente itterand.

Faleceu a 06 de outubro de de 1999 e está sepultada no Panteão Nacional, entre os portugueses ilustres.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Alfredo Marceneiro (1888 - 1982)


Alfredo Rodrigo Duarte, que ficou conhecido por Alfredo Marceneiro, dada a sua profissão, nasceu em Lisboa, no dia 29 de Fevereiro de 1888, embora o seu bilhete de identidade referisse o seu nascimento a 25 de Fevereiro de 1891.
Alfredo Marceneiro considerava-se um estilista e nesta criação de estilos acabou por ser autor de composições que são hoje consideradas Fados tradicionais. A sua primeira composição foi a "Marcha do Alfredo Marceneiro", mas seguiram-se muitas outras como: "Fado Laranjeira", "Lembro-me de ti", "Fado Bailado", "Fado Bailarico", "Fado Balada", "Fado Cabaré", "Fado Cravo", "Fado CUF", "Fado Louco", "Mocita dos Caracóis", "Fado Pagem", "Fado Pierrot", "Bêbado Pintor" e "Fado Aida". Com a ajuda de Armando Augusto Freire (Armandinho), que lhe passa para pauta as suas criações, o fadista regista as suas músicas na Sociedade de Escritores e Autores Teatrais Portugueses.
Em 23 de Junho de 1980, numa cerimónia realizada no Teatro São Luiz é-lhe entregue a "Medalha de Ouro de Mérito da Cidade de Lisboa", pelo Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Eng.º Krus Abecassis.
Alfredo Marceneiro faleceu a 26 de junho de 1982, sendo que postumamente foi agraciado com a “Comenda da Ordem do Infante D. Henrique", atribuída a 10 de Junho de 1984 pelo Presidente da República General Ramalho Eanes e a Câmara Municipal de Lisboa dá o seu nome a uma rua do Bairro de Chelas.