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domingo, 17 de abril de 2022

Emília da Sousa Costa (1877 - 1959)

 

Emília de Sousa Costa nasceu em Lamego a 15 de novembro de 1877, e destacou-se como escritora e ativista em prol dos direitos das mulheres.

Escritora multifacetada empenhou-se na literatura para crianças através da produção de inúmeras obras bem como na tradução (traduziu os contos dos irmãos Grimm).

Contribuiu para a criação da Caixa de Auxílio a Raparigas Estudantes Pobres e foi docente na Tutoria Central de Lisboa, que acolhia crianças abandonadas ou delinquentes.

Emília Costa faleceu a 07 de junho de 1959 no Porto.

 


Virgínia Quaresma (1882 - 1973)

 

Virgínia Sofia Guerra Quaresma, nasceu em Elvas a 28 de dezembro de 1882 e distinguiu-se como jornalista, tendo sido a primeira repórter portuguesa. Introduziu em Portugal o conceito de jornalismo moderno.

Teve papel relevante na campanha a favor da aprovação da Lei do Divórcio (1909) e interveio na emblemática assembleia geral feminista realizada a 26 de outubro de 1910..

Foi condecorada com o grau de Grande-Oficial da Ordem Sant’lago da Espada pelos serviços prestados na Grande Guerra

 Virgínia Quaresma faleceu a 26 de outubro de 1973 em Lisboa.

 


sábado, 16 de abril de 2022

Salete Tavares (1922 - 1994)

 

Salette Tavares nasceu em Lourenço Marques a 31 de março de 1922 e destacou-se como escritora.

Fez o curso de Ciências Histórico-Filosóficas na Universidade de Lisboa, licenciando-se em 1948 com a tese Aproximação ao pensamento concreto de Gabriel Marcel, que seria publicada nesse mesmo ano, em Lisboa.

Traduziu os Pensamentos de Pascal e As maravilhas do cinema de Georges Sadoul. Obteve uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer uma especialização em Estética, em França e na Itália, onde trabalhou com Mikel DufrenneÉtienne Souriau e Gillo Dorfles.

Nove anos depois, publicou Espelho Cego, primeiro livro de poesia. Em 1965, com Concerto e Audição Pictórica, terá protagonizado o primeiro happening artístico em Portugal.

Salete Tavares faleceu a 30 de maio de 1994 em Lisboa.

 


Harriet Quimby (1875 - 1912)

 

Harriet Quimby  nasceu a 11 de maio de 1875 em Arcadia no Estado do Michigan nos Estados Unidos da América e destacou-se como aviadora e escritora.

Quimby demonstrou interesse por escrever desde jovem, tendo formando-se em jornalismo em San Francisco. Na qualidade de jornalista trabalhou no Leslie's Illustrated Weekly (Nova Iorque) publicando mais de 250 matérias dela em nove anos.

O seu interesse na aviação começou em 1910 quando ela foi para a Belmont Park International Aviation Tournament, em Long Island. Em agosto de 1911 ingressou na Aero Club of America e tornou-se a primeira mulher aviadora a integrar este grupo e ganhar um certificado de piloto. Nesse mesmo ano começou a escrever roteiros para o cinema mudo.

A 16 de abril de 1912, ela voou de Dover, na Inglaterra, até Calais, na França tornando-se na primeira mulher piloto a sobrevoar o Canal da Mancha.

Harriet Quimby faleceu a 1 de julho de 1912 quando seu avião, um monoplano modelo Blériot XI, caiu no bairro de Squantum, na cidade de Quincy, Massachusetts (região metropolitana de Boston).

 


segunda-feira, 4 de abril de 2022

Fernando Namora (1919 - 1989)

 

Fernando Gonçalves Namora nasceu em Condeixa-a-Nova a 15 de abril de 1919 e destacou-se como escritor.

Licenciado em Medicina (1942) pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, pertenceu à geração de 40, grupo literário que reuniu personalidades marcantes como Carlos de Oliveira, Mário Dionísio, Joaquim Namorado ou João José Cochofel.

Com uma obra literária que se desenvolve ao longo de cinco décadas é de salientar a sua precoce vocação artística, de feição naturalista e poética. Escreveu, para além de obras de poesia e romances, contos, memórias e impressões de viagem, com destaque para os cadernos de um escritor, que proporcionam um diálogo vivo com o leitor, a abertura a outras culturas, terras e gentes, a visão de um mundo em transformação, de uma realidade emergente. 

Existe uma escola secundária com o seu nome em Condeixa-a-Nova.

Faleceu em Lisboa a 31 de Janeiro de 1989.

 


sábado, 14 de agosto de 2021

Gaston Bachelard (1884 - 1962)

 




Gaston Bachelard nasceu a 27 de junho de 1884 em Bar-sur-Aube e destacou-se como filósofo, químico e poeta. A "ruptura epistemológica" entre a ciência contemporânea e o senso comum é uma das marcas da teoria bachelardiana.

Faleceu 16 de outubro de 1962 em Paris

 

sábado, 24 de julho de 2021

Rabindranath Tagore (1861 - 1941)

 Rabindranath Tagore (alcunha Gurudev) nasceu a 07 de maio de 1861 em Calcutá e distinguiu-se como escritor e músico.

Reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Foi o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de LiteraturaAs canções poéticas de Tagore eram vistas como espirituais e mercuriais; no entanto, sua "prosa elegante e poesia mágica" permanecem amplamente desconhecidas fora de Bengala. Referido como "o Bardo de Bengala". Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi.

Tagore faleceu a 07 de agosto de 1941 em Calcutá.

 


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Manuel du Bocage (1765 - 1805)

 Manuel Maria de Barbosa l'Hedois du Bocage nasceu a 15 de setembro de 1765, em Setúbal e destacou-se como escritor.

Durante a sua vida escreveu poemas de amor, fábulas, peças de teatro. Da sua autoria é também o primeiro manifesto feminista português.

A poesia de Bocage é das mais representativas do arcadismo lusitano. Contudo é também reconhecido como um dos principais escritores do período de transição do estilo clássico para o estilo romântico. Afamado pelos poemas eróticos escritos numa linguagem por vezes obscena, transformado em personagem de anedotas devido à vida aventurosa.

Na sua vida de Bocage apresentou um espírito livre, progressista, inconformista e autodidata que recusou favores palacianos chegando a vender os poemas na rua.

Faleceu no dia 21 de dezembro de 1805 nas Mercês.



 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Ruben A. (1920 - 1975)

 


Ruben Alfredo Andresen Leitão nasceu a 26 de maio de 1920 e destacou-se como escritor, romancista, historiador e crítico literário.

Foi funcionário da Embaixada do Brasil em Lisboa de 1954 a 1972. Nesta data, foi nomeado administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Foi igualmente diretor-geral dos Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura. A 9 de julho de 1973, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.

Utilizando o pseudónimo de Ruben A., escreveu obras emblemáticas como “O Caranguejo” e ”A Torre de Barbela”. Após o seu falecimento foi ainda publicado “Kaos”

Faleceu a 26 de setembro de 1975 em Londres.

 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Jorge de Sena (1919 - 1978)

 


Jorge Cândido de Sena, nasceu em Lisboa a 02 de novembro de 1919 foi poeta, crítico, ensaísta, ficcionista, dramaturgo. Exerceu ainda funções de tradutor e professor universitário.

Devido às suas posições contra o regime ditatorial exilou-se no Brasil no ano de 1959 e naturalizou-se brasileiro em 1963.

Foi um dos mais influentes intelectuais portugueses do século XX, com vasta obra de ficção, drama, ensaio e poesia, além de importante epistolografia com figuras tutelares da literatura portuguesa e brasileira. A sua obra de ficção mais famosa é o romance autobiográfico Sinais de Fogo, adaptado ao cinema em 1995 por Luís Filipe Rocha.

Jorge de Sena faleceu em Santa Bárbara nos Estados Unidos a 4 de junho de 1978, devido a doença oncológica.

 


terça-feira, 3 de novembro de 2020

Fernão Mendes Pinto (1510 - 1583)

 


Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho entre 1510 e 1514 e destacou-se como escritor.

Em 1537, parte para a Índia, ao encontro dos seus dois irmãos. De acordo com os relatos da sua obra Peregrinação, foi durante uma expedição ao  Mar Vermelho em 1538, que Mendes Pinto participou num combate naval com os otomanos, onde foi feito prisioneiro e vendido a um grego e por este a um judeu que o levou para Ormuz, onde foi resgatado por portugueses.

Acompanhou a Malaca, Pedro Faria donde fez o ponto de partida para as suas aventuras, tendo percorrido, durante 21 acidentados anos, as costas da Birmânia, Sião, Arquipélago de sunda, Molucas, china e Japão. Numa das suas viagens a este país conheceu S. Francisco Xavier e, influenciado pela personalidade, decidiu entrar para a Companhia de Jesus e promover uma missão jesuíta no Japão.

Com a ajuda do ex-governador da Índia Francisco Barreto, conseguiu arranjar documentos comprovativos dos sacrifícios realizados pela pátria, que lhe deram direito a uma tença, que nunca recebeu. Desiludido, foi para a sua Quinta de Palença, em Almada, onde se manteve até à morte e onde escreveu, entre 1570 e 1578, a obra que nos legou, a sua inimitável Peregrinação. Esta só viria a ser publicada 20 anos após a morte do autor, receando-se que o original tenha sofrido alterações às quais não seriam alheios os Jesuítas. Deixou-nos um relato tão fantástico do que viveu que durante muito tempo não se acreditou na sua veracidade; de tal modo que até se fazia um jocoso dito com o seu nome: Fernão Mendes Minto, ou então ainda: Fernão, mentes? Minto!.

Faleceu a 8 de julho de 1583 no Pragal.