terça-feira, 1 de julho de 2014

Salgueiro Maia

Tira superior de folha de selos com selo no qual o Capitão Salgueiro Maia do lado esquerdo do selo

Fernando José Salgueiro Maia
Nasceu a 1 de julho de 1944 em Castelo de Vide e foi um dos capitães do Exército Português, que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução dos Cravos, que pôs  fim  à ditadura.
Foi Salgueiro Maia, que a 25 de Abril de 1974 comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcelo Caetano, que entregou a pasta do governo a António Spínola.
A 24 de Setembro de 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Salgueiro Maia falece a 04 de Abril de 1992 devido a doença oncológica. Destaque-se que a título póstumo foi distinguido com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (28/06/1992) e posteriormente em 2007 com a Medalha de Ouro de Santarém.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Joaquim Namorado

Selo colocado em circulação a 24/03/2014
Joaquim Namorado
Natural de Alter do Chão, nasceu a 30 de junho de 1914. Licenciado em Ciências Matemáticas, foi também professor universitário.
Foi poeta e ensaísta, foi um iniciador e teórico do movimento neorealista. Destacou-se ainda pela sua acção doutrinária e cultural. Estreou-se nas letras com Aviso à Navegação
Militante do Partido Comunista Português, defendia a divulgação da cultura enquanto instrumento de consciencialização do povo.
Na revista Vértice, que dirigiu, publicou pensamentos de Karl Marx sob o pseudónimo de Carlos Marques, episódio que lhe valeu uma visita da PIDE.
Incomodidade, A Poesia Necessária e Uma Poética da  Cultura são  obras suas. Faleceu em Coimbra a 29 de Dezembro de 1986.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

D. José I (300 anos do nascimento)

D. José I
Nasceu a 06 de Junho de 1714 em Lisboa, de nome completo José Francisco António Inácio Norberto Agostinho de Bragança, cognominado "O Reformador", devido às reformas que empreendeu no seu reinado.
O reinado de D. José I é sobretudo marcado pelas políticas do seu primeiro ministro, o Marquês de Pombal, que reorganizou as leis, a economia e a sociedade portuguesa transformando Portugal num pais mais moderno.
Todo o reinado de José para além do evento do Terramoto de 1755, que destruiu grande parte da capital portuguesa e outras cidades de Portugal (sendo por isso proceder à sua reconstrução) foi caracterizado pela criação de instituições, sobretudo no campo económico e educativo, de forma a adaptar o país à nova realidade internacional. Funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa da Censória, reforma-se o ensino superior, cria-se o ensino secundário (Colégio dos Nobres, Aula do Comércio) e o primário (Mestres Régios), reorganiza-se o exército. No que concerne à política externa, D. José I  conservou a neutralidade adoptada por seu pai. Saliente-se ainda o corte de relações com a Santa Sé por mais de 10 anos.
D. José I faleceu a 24 de fevereiro de 1777 e atualmente encontra-se sepultado no Panteão dos Braganças no Mosteiro de S. Vicente de Fora em Lisboa. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Álvaro Siza Vieira


Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira
Nasceu em Matosinhos a 05 de Junho de 1933. Estudou Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1949 e 1955, sendo a sua primeira obra construída em 1954. Foi professor na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, cidade onde exerce a sua profissão.
- 1988 recebeu a Medalha de Ouro da Fundação Alvar Aalto, o prémio Prince of Wales da Harvard University e o Prémio Europeu de Arquitectura da Comissão das Comunidades Europeias/Fundação Mies van der Rohe;
- 1992 foi distinguido com o prémio Pritzker da Fundação Hyatt de Chicago pelo conjunto da sua obra;
- 1995 com a Medalha de Ouro atribuída pela Nara World Architecture Exposition;
- 1996 recebeu o Prémio Secil de Arquitectura;
- 1998 o Praemium Imperiale pela Japan Art Association, Tóquio;
- 2001 foi premiado pela Wolf Foundation, Israel;
- 2002 recebeu o Leão de Ouro pelo melhor projecto na Bienal de Veneza;
- 2009 foi galardoado com a Medalha de Ouro Real pela Royal Institute of British Architects de Londres;
- 2010 distinguido como Comendador da Ordem das Artes e Letras de Paris e com o prémio Fundación Cristóbal Gabarrón – Artes 2010;
- 2011 recebe a Medalha de Ouro da UIA, em Tóquio.


domingo, 25 de maio de 2014

Gonçalo Ribeiro Telles

Linha de topo da folha de selos

Gonçalo Ribeiro Telles nasceu em Lisboa a 25 de Maio de 1922. É arquitecto paisagista e engenheiro agrónomo, e doutor honoris causa pela Universidade de Évora desde 1994, onde é professor catedrático jubilado. Foi subsecretário, secretário de estado e ministro em pastas ligadas ao ambiente. Da sua passagem pelo Governo e pela Assembleia da República destaca-se a promulgação de legislação fundamental sobre Ordenamento do Território e o Ambiente. Como vereador da Câmara Municipal de Lisboa, apresentou, entre outras, as propostas de criação do Parque Periférico e do Corredor Verde de ligação do Parque Eduardo VII ao Parque Florestal de Monsanto. É autor de diversos planos de ordenamento do território e da paisagem e de inúmeros projectos de espaços verdes públicos e privados. Em 2013 a Federação Internacional dos Arquitectos Paisagistas, que representa a arquitectura paisagista a nível mundial, atribuiu o IFLA Sir Geoffrey Jellicoe Award a Gonçalo Ribeiro Telles. Este prémio representa a maior honra que esta Federação pode conceder e reconhece um arquitecto paisagista, cuja obra e contribuições ao longo da vida tenham tido um impacto incomparável e duradoiro no bem-estar da sociedade e do ambiente e na promoção da profissão. (Leitão, M. 2014)


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Bartolomeu Dias

Emissão: Portugal, Emissão base “Navegadores Portugueses - 3.º grupo” - 06/03/1992
Data provável de nascimento em 1450, foi um navegador português que ficou célebre por ter sido o primeiro europeu a navegar para além do extremo sul de África “passando” o Cabo das Tormentas (posteriormente chamado Cabo da Boa Esperança) e chegada ao Oceano Indico a partir do Oceano Atlântico.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

Diogo Cão

Emissão: Portugal, Selo da série de selos “Datas da História” - 28/08/1986
Data provável de nascimento em 1440, foi Escudeiro e depois Cavaleiro da Casa do Infante D. Henrique, realizou duas viagens de descobrimento da costa sudoeste africana, entre 1482 e 1486.


domingo, 4 de maio de 2014

João Gonçalves Zarco (1390? - 1467?)


João Gonçalves Zarco

Tendo nascido na útima década do Séc. XIV (julga-se que no ano de 1390), seguiu desde muito novo a carreira marítima, e por mais de uma vez exerceu o comando das caravelas, que guardavam as costas do Algarve. Quando o infante D. Henrique se lançou no caminho das explorações marítimas, João Gonçalves Zarco foi o primeiro que se lhe ofereceu para o coadjuvar nesses empreendimentos

 Em 1418 D. Henrique mandou preparar um barco, e entregou-o a João Gonçalves Zarco e a Tristão Vaz Teixeira, para que procurassem umas ilhas que já apareciam nos mapas. João Gonçalves Zarco chegou depois dalguns dias de viagem, à ilha que chamou de Porto Santo, voltando logo a Portugal a dar conta do resultado da sua expedição.

 Foi escolhido pelo Infante para organizar o povoamento e administrar por si a Ilha da Madeira, na parte do Funchal,  por volta de 1425.

Julga-se que faleceu no ano de 1467 no Funchal vindo a ser sepultado na Capela de Nossa Senhora da Conceição, que ele próprio mandara edificar em 1430.

 




Selo colocado em circulação a 06/03/1990


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Fernão Mendes Pinto (400 anos da 1.ª edição Peregrinação)

Selos colocados em circulação a 24/02/2014

Fernão Mendes Pinto nasceu em Montemor-o-Velho, talvez em 1510, e morreu em Almada, supostamente a 8 de julho de 1583.

Em 2014 perfaz-se quatrocentos anos desde a primeira edição de Peregrinação, magistral relato de uma longa viagem ao Oriente que valeu a imortalidade a «um herói feito de carne humana», Fernão Mendes Pinto (1510 - 1583).
Os desígnios da história encarregar-se-iam de consagrar como obra-prima da literatura universal este extraordinário livro autobiográfico escrito por um grande viajante português do século XVI que foi aventureiro, mercador, embaixador, mercenário, esmolante, marinheiro e pirata. E ainda «treze vezes cativo e dezassete vendido(...)».
Ao longo de 266 capítulos povoados de emoção e aventura, o autor descreve num tom fresco, espontâneo, coloquial, as impressões de um europeu em contacto com a civilização asiática, as suas gentes, tradições, cultos, paisagens. Paralelamente, dá a conhecer a acção dos portugueses no Oriente, não raras vezes perpassando ao leitor apontamentos de crítica e de sátira
Título primordial do género «literatura de viagens», Peregrinação distingue-se pelo espírito picaresco que atravessa toda a obra, patente numa clara inversão do estilo heróico. Há quem lhe chame uma anti-epopeia. Mostrando «que misérias compõem um homem», as personagens surgem desnudadas nas suas fraquezas e medos.

 
Bloco

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Johann Carl Friedrich Gauss


Johann Carl Friedrich Gauss

Nasceu a 30 de Abril de 1777 Braunschweig e distinguiu-se como matemático, astrónomo e físico, contribuindo para grandes avanços na geometria diferencial, geodésica, electroestática, óptica entre outras áreas.
Aos dezoito anos já tinha “inventado” o método dos mínimos quadrados, posteriormente, deduziu a “Lei de Gauss” (distribuição normal de erros e sua curva em formato de sino), publicou em 1809 a teoria do movimento dos corpos celestiais girando à volta do Sol, na década de 30 definiu os fundamentos da teoria matemática do eletromagnetismo e inventou o telegrafo elétrico.
Na geodésica foi o responsável pela invenção heliótropo.
Na física estabeleceu o fluxo elétrico que passa através de uma superfície fechada e a quantidade de carga elétrica dentro do volume limitado por esta superfície. Elaborou ainda as quatro equações de Maxwell.
Gauss faleceu em Göttingen a 23 de Fevereiro de 1855, sendo que se a essa data Gauss tivesse publicado todos os seus estudos as ciências teriam evoluídas mais de meio século.


domingo, 27 de abril de 2014

João Hogan (Centenário do nascimento)

Selo colocado em circulação a 23/04/2014 pelos CTT Correios de Portugal
João Manuel Navarro Hogan
Nasceu em Lisboa a 4 de Fevereiro de 1914 e destacou-se como gravador e pintor.
Entre 1930 e 1939 trabalha numa oficina de marcenaria; entretanto inscreve-se na Escola superior de Belas Artes de Lisboa, que abandona ao fim de apenas um ano letivo, para continuar, em 1937, os estudos com Frederico Ayres e Mário Augusto na Sociedade Nacional de Belas Artes. Apresentará a sua obra publicamente pela primeira vez em 1942, na Exposição de Arte Moderna do Secretariado de Propaganda Nacional, Lisboa.
Hogan é uma figura muito particular no panorama artístico português. "Indiferente, quase hostil às correntes estéticas internacionais que, nas suas versões portuguesas chega a desconsiderar como fenómenos de moda", o artista centra-se em imagens que podem encontrar paralelo no caráter intemporal e quase metafísico das naturezas mortas de Morandi. "Hogan repete-nos o milagre daqueles pintores que, na obsessão das pequenas verdades da realidade quotidiana […] acabam por mostrar o desconhecido para além do aparente, o intemporal sob o presente".
Falece a 16 de junho de 1988 em Lisboa com 74 anos.


sábado, 26 de abril de 2014

Andreas Vesalius (1514 - 2014)

Folha especial com 5 selos emitida pelas CTT correios de Portugal a 21/04/2014

Nasceu em Bruxelas a 31 de Dezembro de 1514 e  foi um médico belga, considerado o “pai da anatomia moderna”. Foi o autor da publicação “De Humani Corporis Fabrica”, um atlas de anatomia publicado em 1543. Vesalius era um pouco pobre no começo, mas, depois, com suas obras, tornou-se num dos artistas mais importantes da sua época. Faleceu Zákinthos a 15 de outubro de 1564 com 49 anos.
Muito pouco havia sido descoberto sobre anatomia e fisiologia desde a Antiguidade, cujas descobertas foram baseadas na dissecação de animais. A falta de aulas práticas de anatomia na Universidade de Paris fez com que Vesalius, tal como, a frequentasse cemitérios em busca de ossadas de criminosos executados e vítimas de praga. Casou-se em 1544 com Anne van Hamme e teve uma filha com o mesmo nome. Graduou-se doutor em Medicina pela Universidade de Pádua, na Itália, e em 1538 publicou seu primeiro trabalho, as “Tabulae Sex”, um conjunto de seis desenhos de anatomia feitos por ele próprio. Em 1546 foi nomeado médico da corte do sacro imperador romano Carlos V e ficou a serviço do Império até a abdicação de Carlos em 1556, tendo passado depois disso a servir a Filipe II, Rei de Espanha. Vesalius viria a morrer durante uma peregrinação para a terra santa, devido a um naufrágio.

Sobrescrito circulado em correio normal com carimbo de 1.º dia de emissão






Rei Juan Carlos (45 pesetas - verde)


João Carlos Alfonso Víctor Maria de Bourbon e Bourbon-Duas Sicílias; Roma, 5 de janeiro de 1938) é o atual rei da Espanha. Nasceu na Itália durante o exílio do seu avô, sendo filho de Juan de Borbón y Battenberg e de Maria das Mercedes de Bourbon e Orléans, Princesa das Duas Sicílias.
O seu avô Afonso XIII foi rei da Espanha até 1931, altura em que foi deposto pela Segunda República Espanhola. Por expresso desejo de seu pai, a sua formação fundamental desenvolveu-se na Espanha, onde chegou pela primeira vez aos 10 anos, procedente de Portugal, onde residiam os Condes de Barcelona desde 1946, na vila atlântica do Estoril, e foi aluno interno num colégio dos Marianos da cidade suíça de Friburgo.
O ditador General Francisco Franco foi quem nomeou João Carlos como rei em 1969, após a Espanha já ter extinto a monarquia.Após a morte de Franco, conseguiu fazer a transição pacífica do regime franquista para a democracia parlamentar e, segundo sondagens de opinião, já gozou de moito poca popularidade entre os espanhóis. Atualmente, dois terços dos espanhóis querem que o rei João Carlos abdique do trono.

Damião de Gois

Damião de Góis (Alenquer2 de fevereiro de 1502 — 30 de janeiro de 1574) foi um historiador e humanista português, relevante personalidade do renascimento em Portugal. De mente enciclopédica, foi um dos espíritos mais críticos da sua época, verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI.
De família nobre, Damião de Góis era filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa 'Isabel Gomes de Limi, descendente de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabeleceu em Portugal.
Devido à morte do seu pai, a formação de Damião de Góis foi feita na corte de D. Manuel I, a qual integrou aos nove anos como moço de câmara, e onde passou 10 anos contactando com figuras como Cataldo Sículo. Em 1523 foi colocado por D. João IIIcomo secretário da Feitoria Portuguesa de Antuérpia — também, em atenção à sua ascendência flamenga.
Efetuou várias missões diplomáticas e comerciais na Europa entre 1528 e 1531. Em 1533 abandonou o serviço oficial do governo português e dedicou-se exclusivamente aos seus propósitos de humanista. Em viagens pela Europa do Norte, contactou com eminentes humanistas e reformadores, conhecendo pessoalmente LuteroMelanchthon e tornando-se amigo íntimo do humanista holandês Erasmo de Roterdão, com quem conviveu em Basileia em 1534 e que o guiou nos seus estudos, assim como nos seus escritos.
Estudou em Pádua entre 1534 e 1538 onde foi contemporâneo dos humanistas italianos Pietro Bembo e Lazzaro Buonamico. Pouco tempo depois fixou-se em Lovaina por um período de seis anos. Damião de Góis foi feito prisioneiro durante a invasão francesa da Flandres mas foi libertado pela intervenção de Dom João III que o trouxe para Portugal. Versátil e culto, tornou-se escritor, músico, compositor, colecionador de arte e mecenas. Entre as obras por si coleccionadas é frequentemente atribuído o tríptico de As Tentações de Santo Antão, do pintor holandês Hieronymus Bosch.
Publicou diversas obras humanistas e historiográficas, que lhe valeram a perseguição por alguns elementos do clero português. Quando regressou definitivamente a Portugal, em 1545, foram-lhe movidos dois processos no Tribunal do Santo Ofício. Arquivados os mesmos, em 1548 foi nomeado guarda-mor dos Arquivos Reais da Torre do Tombo, e dez anos mais tarde foi escolhido pelo cardeal D. Henrique para escrever a crónica oficial do rei D. Manuel I, que foi completada em 1567.
No entanto, apesar do rigor historiográfico, este seu trabalho desagradou a algumas famílias nobres, e em 1571 Damião de Góis caiu nas garras do Santo Ofício (Inquisição). Sem a protecção do cardeal-regente, foi preso, sujeito a processo e depois, em 1572, foi transferido para o Mosteiro da Batalha. Abandonado pela sua família, apareceu morto, com suspeitas de assassinato, na sua casa de Alenquer, em 30 de Janeiro de 1574, sendo enterrado na igreja de Santa Maria da Várzea, da mesma vila, que mandara restaurar em 1560.
Em 1940, devido a ruína, a capela que inclui o túmulo de Damião de Góis e de sua mulher, Joana van Hargen foi trasladada para a atual igreja de São Pedro, de Alenquer, onde se encontra hoje e está classificado como Monumento Nacional desde 1910. Nas paredes laterais foi inserida a pedra com as armas de Damião de Góis, dadas ao escritor pelo imperador Carlos V, e as de Joana van Hargen e o curioso epitáfio tumular de Damião de Góis, escrito pelo próprio em 1560, cerca de quinze anos antes da morte, com o busto e o texto em latim: "Ao maior e óptimo Deus. Damião de Goes, cavaleiro lusitano fui em tempos; corri toda a Europa em negócios públicos; sofri vários trabalhos de Marte; as musas, os príncipes e os varões doutos amaram-me com razão; descanso neste túmulo em Alenquer, aonde nasci, até que aquele dia acorde estas cinzas."